Ansiedade: o excesso que ninguém vê
A ansiedade não é só “estar preocupado demais”. Ela é um corpo que não consegue descansar nem quando tudo está em silêncio.
Gabriela Almeida
5/8/20241 min read
É acordar já cansada, como se a mente tivesse passado a noite inteira ensaiando tragédias que nunca aconteceram. É responder mensagens rápido demais, pensar rápido demais, sentir rápido demais e, ainda assim, ter a sensação de estar sempre atrasada para a própria vida.
Vivemos numa época que romantiza o excesso: produtividade, metas, autocontrole. Mas quase ninguém fala do custo psíquico de viver tentando dar conta de tudo o tempo inteiro.
A ansiedade, hoje, não é só um sintoma individual. Ela é, muitas vezes, uma resposta coerente a um mundo que exige presença constante, decisões rápidas e uma versão “melhorada” de si o tempo todo.
Só que existe um ponto pouco falado: a ansiedade não grita apenas sobre o futuro: ela também denuncia um afastamento de si.
Porque, no fundo, quem vive ansiosa demais não está só com medo do que pode acontecer…
está, muitas vezes, sem espaço interno para existir sem cobrança.
E é aqui que a psicoterapia deixa de ser um “último recurso” e passa a ser um espaço de construção. Um lugar onde não é preciso dar conta, nem performar equilíbrio. Na terapia, a ansiedade não precisa ser silenciada à força, ela pode ser escutada.
E, quando isso acontece, algo começa a mudar: o que antes parecia só descontrole começa a ganhar sentido, história, nome.
O que chamamos de ansiedade, em muitos casos, seja um pedido urgente por pausa: não só do corpo, mas da exigência de ser tudo ao mesmo tempo.
E isso não se resolve com mais controle. Se constrói, aos poucos, com espaço, escuta… e a possibilidade real de não precisar enfrentar tudo sozinha.
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